segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"POPULAÇÃO IDOSA NO BRASIL: CARACTERÍSTICAS DO IDOSO, PARTICIPAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL, E AS POLÍTICAS PÚBLICAS."


INTRODUÇÃO:

Constata-se hoje um aumento expressivo da população idosa no Brasil, o qual segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) tem tendência a se tornar até 2025 o sexto país no mundo com o maior número de pessoas idosas. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD 2008, do IBGE, revela que o contingente de pessoas com mais de 60 anos somava cerca de 21 milhões nesse ano. Esse crescimento pode ser verificado pelo aumento em torno de 4% da participação da população com mais de 60 anos no total da população nacional, desde a década de 1940.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pessoa idosa é aquela que possui 60 anos ou mais, e a denominação utilizada ainda causa polêmica em sua terminologia, não se obtendo, portanto, o termo mais adequado: idoso, velho, ancião, geronte, gerontino. Velhice ou terceira idade? Segundo a professora Sara Nigri Goldman (2004), essas designações apenas amenizam o discurso e a estigmatização sofrida pelos idosos no seu cotidiano.
As taxas elevadas no crescimento da população com mais de 60 anos, tem como fatores preponderantes a diminuição dos índices de natalidade e fecundidade, melhores condições de saúde para o idoso, resultando numa qualidade de vida com redução na mortalidade dos mesmos, em contrapartida, houve um aumento no índice de mortalidade na fase jovem-adulto em decorrência da violência e acidentes no trânsito.
Todos esses fatores corroboram para o desenvolvimento progressivo dos índices, transformando de certa maneira a vida da população idosa que, em muitos casos se torna menos dependente, e em outros, responsável até mesmo pela renda familiar. O fato se deve, também, as modificações nas políticas públicas, pois mesmo que minimamente, têm proporcionado ao idoso alguns benefícios como as aposentadorias e mais atualmente o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Essas medidas, porém, são menos ou mais eficazes de acordo com as determinações demográficas, ou pela diferenciação existente quanto à classe social e/ou pela cultura, o que demarca as condições sócio-econômicas de cada população.
Há ainda um grande contingente dessa massa populacional que está à margem das políticas sociais, sofrendo preconceitos, excluídos socialmente, passando necessidades econômicas, sem condições de um bom atendimento médico/hospitalar, enfim, necessitando de uma maior atenção por parte da sociedade, da família e do Estado. De acordo com o que rege o artigo 230 da Constituição Federal de 1988: “A família, a sociedade e o Estado tem o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida”. Dessa forma, a implementação de políticas sociais que alcancem essa população, garantindo-lhes acesso aos serviços, isto é, aos direitos e a cidadania, é um dos grandes desafios do Serviço Social.

Conclusão:
Observamos que o idoso desempenha, em muitos casos, um papel importante na economia familiar, portanto, requer uma atenção maior por parte do Estado na provisão de seus benefícios previdenciários e com o sistema de saúde. Por outro lado, deve ter também grande cuidado com os idosos que se encontram excluídos da sociedade e alijados das políticas sociais.
O crescimento da população idosa mostra que o processo de envelhecimento e a velhice no Brasil precisam ser objetos de novas propostas profissionais, de novos investimentos sociais e de uma nova postura da sociedade. Acreditamos que o debate sobre o tema e as pesquisas realizadas pelo IBGE são extremamente necessários na divulgação de dados, uma vez que a informação é um componente primordial à cidadania, além de base para que o cidadão possa conhecer e lutar por seus direitos. Para isso contam com os profissionais do Serviço Social que buscam ações interventivas para a garantia dos direitos e a implementação de políticas públicas que amenizem as demandas dessa camada da sociedade.

Referências:
CAMARANO, Ana Amélia. Texto para discussão nº 858. Envelhecimento da População Brasileira: Uma Contribuição Demográfica.

GOLDMAN, Sara Nigri. Aspectos Sociais e Políticos do Envelhecimento. Sociedade Brasileira de Gerontologia do Estado do Rio de Janeiro, 2004.  Disponível em: http://www.sbggrj.org.br/Biblioteca/aspectos.asp. Acesso em 02/11/10

Política do Idoso no Brasil- Disponível em :

REIS, Ana Luisa Oliveira da Costa. Idosos em família: chefia ou dependência – determinantes socioeconômicos e demográficos– Rio de Janeiro, 2005. Disponível em:

Síntese de Indicadores Sociais – Uma Análise Das Condições De Vida Da População Brasileira, 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.  Disponível em:

SOUZA, Dayse Jaqueline Macedo. Serviço Social Na Terceira Idade: Uma Práxis Profissional, 2003. Disponível em:

Parte do trabalho realizado em grupo para a disciplina Análise de Indicadores e Serviço Social.
Grupo: 
Débora, Joyce, Mariana, Rita de Cássia e Thatiana.



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